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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tataki de atum, tartar de abacate, chips de alcachofra e vinagrete de melaço com shoyu.




Essa é uma versão do Tartar de atum que eu já postei aqui no blog. É simples de fazer, basta encontrar um bom atum, para garantir o frescor e o sabor do prato.


Imagine uma cama feita de guacamole. Teríamos abacate, limão, Tabasco, cebola, coentro e tomate. É praticamente a mesma coisa, sem o tomate e sem amassar. Pegue um abacate um pouco mais firme e corte em fatias bem finas. Depois corte as fatias em tirinhas e faça quadradinhos. Tempere com sal, suco de 1 limão e Tabasco a gosto. Corte uma colher de sopa de coentro bem picadinho e misture tudo. Deixe marinando no suco de limao por um tempo.


Enquanto isso, tempere o atum com sal e pimento do reino. Depois, em uma frigideira muito, muito quente, sele rapidamente por todos os lados, deixando o meio completamente cru.

Com uma boa faca afiada, faça lâminas finas de atum.



Misture 1 colher de sopa de melaço de cana, uma de shoyu, duas de azeite e um pouco de suco de limao. Misture bem.


Seque os fundos de alcachofra em forno baixo até ficarem dourados.


Agora é só escorrer o tartar de abacate, colocar no meio de um prato, server com o atum por cima e espalhar os chips de alcachofra.

Sirva com brotos de coentro ou cebolinha picada para decorar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sanduíche de salmão defumado, picles de pepino, cream chesse, rúcula e wasabi.





Esse é um sanduíche leve e muito, muito fácil de fazer. Você pode comprar tudo pronto e apenas montar. Claro, se quiser incrementar e fazer seu próprio ciabatta, ou fazer com um picles caseiro, melhor ainda.

Para duas pessoas, você vai precisar.

2 pães ciabatta
Cream cheese
Picles de pepino
Rúcula orgânica
Salmão defumado
Wasabi
Azeite


Eu geralmente compro um pepino em condimento suave da Hemmer. É o que uso no Tombe Dur (o meu hot dog). Uma bandejinha daquelas de salmão defumado é perfeita para duas pessoas. Corte os pães pela metade e passe cream chesse a gosto na parte de baixo. Corte os pepinos em fatias finas e coloque sobre o cream chesse. Isso vai ajudar a firmá-los. Depois coloque metade do salmão defumado (corte longitudinalmente a porção que vem na bandeja, ele já vai ficar no formato do pão.) Agora é só colocar a rúcula. Faça um azeite de wasabi batendo com um garfo um pouco de wassabi em 2 colheres de azeite. Você pode usar aquele wasabi no formato de pasta de dentes, sem problemas). É só regar seu sanduíche com o azeite e bom apetite.

Ps: agradecendo ao amigo MP Drumond que emprestou uma câmera para que eu volte a postar no blog.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sirigado em cama queijo coalho e bananas caramelizadas.





INGREDIENTES

Molho:
> 200g de manteiga(ou o suficiente para cobrir as cebolas)
> 200g de cebola fatiada
> 50ml de shoyu
> 100g de passas sem sementes
> 100g de castanha picada grosseiramente
> 30ml de creme de leite fresco
> Coentro picado
> Sal q.b.

Peixe:
> 8 pedaços de filé de sirigado (200g cada)
> 2 ovos
> 200g de farinha panko (ou pão amanhecido ralado)
> Sal e pimenta do reino q.b.

Cama:
> 8 fatias finas de queijo coalho
> 16 fatias de banana
> Manteiga para fritar

MODO DE PREPARO
Derreta a manteiga em fogo baixo e coloque as cebolas, deixe cozinhar até que fiquem macias, sem ferver. Bata no liquidificador e acrescente o shoyu. Volte o molho para o fogo e coloque as passas, a castanha e uma pitada de sal. Acerte a textura do molho com o creme de leite e finalize com o coentro na hora de servir. Para o peixe é só temperar os filés com sal e pimenta do reino, passar apenas um lado no ovo batido e depois na farinha panko. Sele os peixes do azeite começando pelo lado da crosta. Finalizar a cocção no forno entre 10 e 15 minutos. Enquanto isso, frite as bananas e o queijo coalho na manteiga. Para servir coloque duas fatias de banana e uma de queijo coalho no centro do prato, uma colher do molho por cima e o peixe com a crosta virada para cima.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tartar de salmão terra-mar.





Calma, calma. Por mais invencionice que eue faça, ainda não comecei a colocar terra nos pratos. O tartar de salmão é um clássico aqui em casa. Foi um dos primeiros pratos do blog. Acho que quase todos os nossos amigos já provaram, alguns até se arriscaram a fazer e viram como é fácil e gostoso. Uma prima minha veio nos visitar e resolvemos fazer uma edição extra do Trivial Entre Amigos. Nesta versão da entrada, resolvemos colocar ovas de Capelin, uma espécie de “caviar” baratinho, que dá um efeito todo especial ao prato. Elas vêm na versão vermelha e preta. Usei as pretas para dar esse efeito de terra por cima do salmão. Ainda mais com esses brotinhos de coentro “nascendo” por cima. Uma brincadeira visual que se desfaz na hora que você morde. As ovas “explodem” na boca e liberam um suave gosto de mar. Daí o nome do prato. Você pode usar dill (ou endro) em vez de coentro, ou gergelim preto em vez das ovas. O importante é se divertir cozinhando e chamar os amigos para aproveitar.

Ingredientes:

- 300 g de filé de salmão bem fresco
- ¼ de cebola cortada em cubinhos muito pequenos
- 1/2 colher de sopa de coentro bem picado
- Brotos de coentro para decorar
- 1/2 colher de sopa de mostarda Dijon
- 1 colher de sopa de ovas de Capelin.
- Suco de ½ limão
- Suco de 1 maracujá
- Suco de 1 laranja
- 2 colheres de sopa de açúcar
- Sal a gosto

Modo de fazer:

Corte o salmão em cubinhos. Pique a cebola em pedaços muito pequenos (ela deve temperar, mas sem ficar em evidência). Pique bem o coentro. Misture o salmão com uma pitada de sal e mexa. Depois acrescente a cebola, a mostarda e o coentro. Misture bem com uma colher. Cubra com um plástico filme e volte para a geladeira, para não estragar.

Aproveite para fazer o molho. Retire as sementes do maracujá e coloque em um copo. Junte o suco da laranja e mexa bem. Coe e leve o suco a uma frigideira com o açúcar. Misture e deixe reduzir em fogo baixo até que fique uma calda bem grossa. Retire do fogo e reserve.

Um pouco antes de servir, retire da geladeira. No momento exato de servir, coloque o suco do limão e mexa bem, para que o peixe absorva o suco. Se você colocar o limão muito tempo antes, ele vai cozinhar demais o peixe. Prove e corrija o sal se precisar.

Colocar o tartar em um molde retangular (ou dentro de uma embalagem de margarina e depois vire) para firmar no prato. Por cima, esplhe as ovas de Capelin, de forma a ficar uma camada uniforme. Retire o aro e “plante” uns brotinhos de coentro por cima. Decore o prato com o molho e sirva acompanhado de umas torradinhas bem finas e um pouco de chantilly de wasabi.


Faça seu chantilly de wasabi.

A primeira vez que se faz esse chantilly, você se sente um verdadeiro alquimista. Se você bater creme de leite pasteurizado (tem que ser mesmo aquele de garrafinha, o de caixa e o de lata não viram chantilly), o ar incorporado ao creme, criando uma emulsão. O mesmo princípio das claras em neve. Basta adicionar um pouco de wasabi a gosto e você terá um crème mais ou menos picante. Nós usamos aquele wasabi que parece um tubinho de pasta de dentes. Use um batedor de arame para emulsionar até o creme de leite montar. Com um pouco de paciência você consegue. Quem tiver uma batedeira ou mixer de mão, pode usar também.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bacalhau ao Pil-pil e pasta de azeitonas pretas.



Bacalhau ao molho Pil-pil ou Bacalao al Pil-pil, como se diz no País Basco, é uma receita tradicionalíssima dessa região espanhola. É um prato bem rústico, porém com o gosto delicado e "potencializado" de bacalhau e azeite. Explico porque: o molho pil-pil, amarelinho, é feito com uma emulsão do azeite onde o bacalhau é cozido e da gelatina que se solta da pele do peixe. E é isso, nada mais que isso. É mais simples do que parece e o resultado é sensacional.



Nível: fácil
Rendimento: 2 pessoas


Ingredientes
2 pedaços grandes de lombo de bacalhau dessalgado com pele
2 dentes de alho em fatias finas
1 pedaço de chilli seco
500 ml de azeite extra-virgem para confitar
2 colheres de sopa de azeite extravirgem
300g de azeitonas pretas
Sal
Pimenta do reino


Preparo

Pra este prato, o ideal é que você compre lombo de bacalhau dessalgado. Existem marcas que vendem ele congelado, já em nos supermercados. Eu comprei no Mercadão, na barraca do seu Renato, onde geralmente compramos nossos frutos do mar. Ele tinha um bom pedaço de peixe com pele. Detalhe: TEM QUE SER COM PELE. Acho que pode ser feito com bacalhau seco demolhado, mas acredito que, quanto mais fresco, melhor o resultado. Aliás, este prato leva basicamente bacalhau e azeite. É muito importante que estes sejam os melhores possíveis. Dito isso, corte os pedaços do seu lombo de bacalhau em filés do tamanho da palma da sua mão. Coloque papel toalha para retirar qualquer resquício de água. Prove um pedacinho da carne para ver se não há registro de sal. Se estiver completamente dessalgado, tempere apenas com sal antes de colocar na panela.

Corte o alho em fatias finas. Esquente o azeite, tomando cuidado para não ultrapassar os 70-80oC. Frite o alho e um pedaço de uns 2 cm da pimenta chilli seca (ou outra pimenta de sua preferência, sem as sementes). Quando o alho dourar, retire com uma escumadeira ou colher e desligue o fogo. Quando o azeite estiver apenas morno, ligue o fogo bem baixo e coloque os pedaços de bacalhau com a pele virada para cima, para confitar (confitar = cozinhar lentamente em gordura, nesse caso, no azeite). Deixe cozinhar assim por uns 3 minutos e vire cuidadosamente com uma espatula. Deixe por aproximadamente 7 minutos com a pele para baixo, fazendo movimentos suaves com a panela, para que a pele solte a sua gelatina. Quando completar 10 minutos de cozimento total (3+7), retire o bacalhau e reserve. Desligue o fogo e deixe esfriar completamente o azeite.

Com uma peneirinha de aço, faça movimentos rápidos em uma região do fundo da panela (melhor não usar panelas de teflon, por motivos óbvios). Quando emulsionar e estiver parecendo uma maionese, vá para outra área da panela e faça assim até que o molho esteja todo montado. Ligue o fogo baixíssimo para esquentar o bacalhau, sem deixar subir demais a temperatura, senão o pil-pil desanda.

Separadamente, triture as azeitonas pretas sem caroço com 2 colheres de sopa de azeite e um pouco de pimenta do reino.

Para empratar, coloque o bacalhau no centro do prato, cubra com o molho pil-pil e decore com os alhos fritos. Sirva uma colher de pasta de azeitonas pretas ao lado.

Tem outra receita de bacalhau no blog, mas é ao estilo português.

Bom apetite.


Ps: na maioria das receitas de pil-pil, o peixe é servido sozinho. Eu servi com pequenas batatinhas assadas no forno, dentro de papel aluminio com sal grosso e azeite, por 50 minutos.

Ps2: Caso você queira ver na prática como se faz o legítimo Bacalao al Pil-pil, veja ESTE VIDEO, em espanhol.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tartar de atum com abacate, chips de alcachofras e molho tarê.

Faz um tempinho que ganhei uns corações de alcachofra o e não tinha feito nada ainda com eles. Como recebi uns amigos ontem, resolvi fazer uma entradinha. Dei uma olhada na internet e, como eu já tinha feito entradas do Eñe, resolvi reproduzir o tartar deles aqui em casa. Temperei pouco o peixe para manter seu sabor, já que estava bem fresco. Ficou realmente muito bom o resultado. Aproveitem.




Nível: fácil
Rendimento: 4 porções


Ingredientes

300 g de lombo de atum fresco
1 abacate
Suco de ½ limão (usei limão-cravo)
2 colheres de sopa de azeite
Flor de Sal
Tabasco
2 corações de alcachofra
Pimenta do reino
Cebolinha francesa

200 ml de shoyu
200 ml de sakê mirin (licoroso)
3 colheres de sopa de açúcar

Reduza o shoyu, o saquê mirin e o açúcar até ficar com consistência de caramelo. Como tinha sobrado um pedaço da ponta do lombo do atum com pele, dei uma tostada na pele e na carne e joguei para ferver junto da redução, tirando um pouco antes do ponto de caramelo. Isso ajuda a deixar mais gostoso.

Leve os corações de alcachofra cortados ao meio para dourar em forno baixo. Retire quando estiverem douradas e, com a mão, “desmonte” as pétalas. Usei uns que tinha aqui em casa em conserva, mas nesse caso é bom lavar bem para tirar o gosto salgado do líquido.

Corte o abacate em cubinhos pequenos e reserve. Corte o atum em cubinhos, tempere com flor de sal, gotinhas de Tabasco a gosto (usei umas 5 ou 6), pimenta do reino e 2 colheres de sopa de azeite. Misture bem. Adicionar o limão só perto de servir, para não cozinhar demais o peixe.

Com um aro, enforme primeiro o abacate, depois coloque uma camada de atum por cima. Pressione levemente com o fundo da colher para firmar e retire o aro. Agora é finalizar com os chips de alcachofra, cebolinha francesa e circular com o molho asiático.

Sirva com torradinhas como entrada ou com uma salada como prato principal.



Bom apetite.

domingo, 14 de setembro de 2008

Crepes com recheio de camarão e truta ao molho de gorgonzola



Crepes do mar ao molho de gorgonzola

Ingredientes:
Massa:
1 pitada de sal

165ml de leite

8 colheres (sopa) de farinha de trigo

2 ovos
Molho:
½ cebola picada
1 dente de alho
200 g de gorgonzola
250 ml de creme de leite fresco
noz moscada q.b.
sal q.b.
Recheio:
Dois filés de truta
300g de camarão médio
½ cebola picada
2 dentes de alho picados
8 tomates cereja picados sem semente
sal q.b.
pimenta do reino q.b.
azeite q.b.
cebolinha francesa

Preparo:

Massa: bata todos os ingredientes no liquidificador e deixe descansar por meia hora. Antes de usar dê uma batidinha rápida. Esquente uma frigideira antiaderente e coloque um pouco de azeite, apenas dessa vez. Despeje a massa, espalhe na frigideira de forma a obter um crepe fininho. Deixe cozinhar dos dois lados. Repita a operação até o final da massa.
Molho: Amasse o gorgonzola com um garfo. Refogue a cebola em um pouco de azeite quente, junte o alho e refogue mais um pouco. Junte o gorgonzola e deixe derreter um pouco. Coloque o creme de leite e mexa até que todo o queijo tenha se incorporado ao creme de leite. Rale a noz-moscada, mas não muita, afinal estamos mexendo com sabores suficientemente marcantes. Acerte o sal. Nesse momento eu recomendaria neste caso algo que eu acabei não fazendo. Bater o molho depois de pronto no liquidificador. Depois vendo as fotos, achamos que as cebolas deram uma estética esquisita ao resultado final.
Recheio: Comece pelo camarão. Cozinhe-o em bastante água e sal. Descasque-os e reserve. Tempere o filé de truta com sal e pimenta do reino e grelhe até dourar. Retire a pele e despedace o peixe grosseiramente. Na mesma frigideira refogue a cebola, depois o alho, junte o camarão, o peixe e o tomatinho e deixe cozinhar por alguns minutinhos. Para finalizar coloque umas três colheres de sopa do molho e misture bem. Acerte o sal.
Montagem: Há inúmeras maneiras de servir um crepe. Você pode recheá-lo como uma paqueca, fazendo um formado comprido. Pode recheá-lo e dobra-lo em quatro com um triângulo ou fazer uma trouxinha e amarrar em cima como na foto. Coloque uma quantidade não tão generosa senão o crepe pode rasgar ou não fechar facilmente. Amarre com a cebolinha francesa (com muito cuidado porque elas rompem facilmente), despeje o molho quente por cima e sirva imediatamente.



P.s.: A massa de crepe foi livremente adaptada do blog Taste in Haven

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Paella do "Chef" Convidado: Alexandre Vale

Como dito no último post, iniciamos o projeto "Chef" Convidado aqui no Trivial. O Alexandre, daqueles amigos promovidos a irmão, veio fazer uma deliciosa paella aqui em casa, prato que ele aprendeu em terras espanholas, durante sua morada em Barcelona. Eu, Bia e a mulher dele (Dadinha) fizemos o mis en place, cortando todos os ingredientes para o chef, já que ele ia ficar uma hora e meia em pé, mexendo a panela. Eu fiz esta entrada para enganar a fome enquanto a famosa paella ficava pronta. E a Bia também fez um lindo bolo de sobremesa. Aproveitem esse prato pra lá de Nem Tanto.



Dificuldade: média
Rendimento: 15 porções

Ingredientes

500g de peito de frango em cubinhos
500g de filé de peixe em cubinhos
1kg de lulas cortadas em pedaços
500g de polvo cortado em pedaços
500g de mexilhões com casca
500g de camarão
500g de Chorizo (salame espanhol)
1kg de arroz parbolizado
100g de ervilhas naturais
1 litro de caldo de peixe
3 cebolas médias
5 dentes de alho picados
1 pimentão verde
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
Cebolinha picada
Salsa picada
Acafrão em pistilos (não o corante)
Açafrão da terra (o corante)
Azeite
Sal a gosto
Pimenta do Reino

Primeiramente, você deve ter uma paellera, espécie de frigideira grande própria para paella. Ganhei uma de teflon (que ajuda bastante a não grudar) no dia dos namorados e usei pela primeira vez nessa paella. Por ser uma panela grande, se você não tiver um fogão com boca grande no centro, posicione a panela usando as duas bocas da frente do fogão para cozinhar.

Refogue a cebola, o alho e os pimentões com azeite e pimenta do reino até dourar. Reserve à parte. Aproveite o azeite e coloque os peitos de frango, deixe dourar um pouco e acrescente o peixe, o chorizo cortado em tirinhas (Chorizo é um tipo de salame espanhol temperado com páprica). Notem que o peixe deve ser mais fibroso, firme, como o cação, para não desmanchar completamente durante as mexidas. Mexa e acrescente a lula e o polvo, que devem ter sido fervidos anteriormente com água e sal. Reserve um pouco desta água fervida e acrescente ao caldo de peixe.

Devolva à paellera a cebola, o alho e os pimentões refogados junto com os frutos do mar. Acrescente o arroz e deixe cozinhar um pouco. Vá, aos poucos, acrescentando o caldo de peixe, até cobrir os ingredientes e junte o açafrão. Dependendo do açafrão, às vezes ele não adquire uma coloração viva, amarelada. Se isso acontecer, acrescente um pouco de pó de acafrão da terra. À medida que for secando a água acrescente mais caldo até acabar e vá mexendo lentamente, alternando os ingredientes pelas bocas para que cozinhem por igual.

Deixe a paella cozinhar e vá acrescentando mais caldo até que o arroz esteja al dente. Retire do fogo e deixe descansar, de preferência coberta com um pano. O arroz vai absorver o excesso de líquido, ficando mais soltinho. Acrescente a cebolinha e a salsa picadas por cima da Paella e decore com os mexilhões (rapidamente fervidos em água e sal) com casca.


Alexandre Vale, ou Dadinho, "Chef" Convidado

Obs: O Alexandre, por ser alérgico à crustáceos, faz os camarões ao alho e óleo separadamente e coloca só no fim, por cima da paella, enfeitando o prato. Mas nada impede você de juntá-los à paella juntamente com o polvo e a lula. Nesta paella, não usamos mexilhões porque não achamos, mas usamos vôngoles (sururu no Ceará). E se não achar chorizo, pode usar um salame temperado ou mesmo um italiano, mas acredite, faz toda a diferença.

sábado, 5 de julho de 2008

Trio de caranguejo, ovas e creme azedo com redução de balsâmico.



Sempre achei bonito os canapés de entrada chamados Blinis Davidoff, clássico com creme azedo e caviar. Estava um dia passeando pelo paraíso gourmet, o Empório Santa Luzia, e vi ovas de capelin em promoção. Claro, são ovas de peixe, mas não é caviar de esturjão, embora tenham me parecido interessantes por serem bem menos salgadas, inclusive no preço.

Bom, as ovas ficaram guardadas na geladeira esperando a chance de virarem uma entrada NEM TANTO, até que no fim-de-semana passado, estreamos o programa “Chef” Convidado aqui no Trivial. Alexandre Vale, grande amigo meu que morou anos em Barcelona, veio preparar uma deliciosa paella, especialidade dele, que eu já havia provado outras vezes e queria colocar aqui no blog. Aí tive a idéia de usar as ovas numa entrada, mas não quis fazer o tradicional blini, pois achava que ia ficar metido demais junto da paella. Tentei então fazer mais informal, em porções em que as pessoas pudessem escolher o que colocar sobre umas torradinhas. Aproveitando a safra de carne de caranguejo que a Bia tinha trazido lá de Fortaleza, surgiu esse trio, que agradou bastante os nossos amigos que vieram prestigiar a paella do Alexandre, que eu prometo postar assim que ele me entregar a receita que eu pedi para ele mesmo escrever.


Dificuldade: média
Serve 15 pessoas

Ingredientes

400g de carne de caranguejo
100 ml de caldo de peixe
1 cebola
2 dentes de alho picados
3 tomates pelados em cubinhos
1 xícara de leite de coco
2 limões
1 vidro de ovas de capelin
200 ml de vinagre balsâmico
1 colher de sopa
Creme de leite fresco
Azeite
Coentro
Sal
Pimenta do Reino

Creme azedo
Misture 200ml de creme de leite fresco com o suco de 1/2 limão. Deixe descansar fora da geladeira por 1 hora e depois coloque para gelar. Na hora de servir, bata com um fouet até que tome consistência de chantilly.

Caranguejo
Descongele a carne de caranguejo, e jogue o suco de meio limão, deixe uns 20 minutos descansando na geladeira. Em uma panela, refogue a cebola com azeite, o alho, depois acrescente os tomates e o coentro. Jogue a carne de caranguejo e misture bem, acrescente o caldo de peixe e tampe. Deixe cozinhar por uns 20 minutos e acresente o leite de coco. Deixe mais uns 10 minutinhos em fogo baixo e desligue. Depois que esfriar, escorra bem todo o caldo, deixando a carne apenas úmida.

Balsâmico
Colocar o vinagre em uma panela de boca larga e deixar reduzir até virar quase um xarope. Ele fica ácido e ligeiramente doce.

Na hora de servir, pincele a redução de baslsâmico em um prato. Depois, faça uma quenelle com o caranguejo, outra com as ovas e mais uma com o creme azedo. Aproveite.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Atum do Ruella em casa.

Calma. Antes que alguém ache que surgiu um novo delivery na cidade, eu explico. Para quem não conhece, o Ruella é um restaurante de cozinha contemporânea com base francesa que fica na Vila Olímpia, propriedade de Danielle Dahoui. É um lugar aconchegante, com uma cozinha maravilhosa, muito bem decorado, com bom som e preços que considero bem justos para São Paulo.

Pronto, feita a propaganda gratuita, quero colocar aqui um prato de lá, que já é o segundo que faço. Já fiz o confit de pato, mas fica para outra vez. Este atum fica maravilhoso. Não achei a receita em nenhum lugar, apenas li no cardápio e fui decifrando. Deve ter alguma diferença, claro, mas para mim, ficou igualzinho.

Atum “mal passado” com Crumble de Amêndoas e Purê de Batatas com Raiz Forte ao Molho Oriental.


Dificuldade: Média
Rendimento: 2 pessoas

Ingredientes
1 filé alto de lombo de atum fresco
2 batatas grandes
1/2 xícara de leite
½ xícara de creme de leite fresco
100g de amêndoas
1 colher de sopa de manteiga
Pimenta do reino moída na hora
Sal
Wasabi
Molho Tarê

Crumble de Amêndoas
Eu acho que a receita pede manteiga. Eu apenas usei o pilão para fazer uma farinha grossa de amêndoas, quebrada em pedacinhos pequenos.

Purê de Batatas
Descasque as batatas, corte em cubos pequenos e cozinhe em bastante água com sal, até que fiquem bem cozidas. Escorra a água e passe as batatas em um processador. Como estavam molinhas, eu amassei grosseiramente com o fundo de um copo, na própria panela. Leve a fogo baixo para tirar qualquer resquício de água e adicione metade do leite. Prove o sal. Se precisar, dilua sal no resto do leite e vá misturando até que a mistura fique homogênea. Adicione o creme de leite e wasabi a gosto (não precisa ficar ardido, mas o ideal é que você sinta o gosto). Apenas no fim, coloque a manteiga. Misture bem.

Atum
Se a peça de atum tiver uns 20 cm de comprimento, corte na metade. Lave em água corrente e seque bem. O ideal é que ele seja bem alto, tipo uns 5 cm de altura, para que fique mal passado no meio. Tempere com sal e pimenta do reino e passe os dois lados na farinha de amêndoas. Coloque mais um pouquinho de sal por fora dessa camada. Em uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite, doure os pedaços do atum dos dois lados, de forma que as amêndoas “torrem”. Você vai ver uma faixa amarelada na superfície do atum, com uma parte rosada no meio. Este é o ponto, mal passado por dentro mesmo. Se preferir, passe mais, porém você vai perder um pouco do frescor do peixe.

Molho Tarê
O molho tarê é aquele que colocam nos sushis de salmão skin, feito à base de shoyu, mas adocicado. Eu aconselho você comprar pronto, pois ainda não consegui uma receita “perfeita”. Fiz o meu em casa, ficou quase lá (eu diria que que percorri 90% do caminho certo, mas falta alguma coisa). Minha Receita: Um saquinho de hondashi - tempero à base de peixe- ou uma carcaça de peixe bem grelhada, 500 ml de saquê mirin licoroso, 250 ml de shoyu e uma xícara de açúcar mascavo. Deixar reduzir até ficar com consistência de calda. Repito, melhor comprar pronto. Dá trabalho e ainda não ficou 100%.

No prato, passe um fio do molho tarê, sobre ele coloque uma boa porção de purê e o atum ligeiramente apoiado no purê. Um raminho de tomilho para decorar e bom jantar. Acompanhe de um bom vinho.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Filé de cambucu sobre purê de couve-flor e coroa verde.


Acho que de todos, esse foi o prato principal mais leve que já fiz. Um peixe de filé não muito alto, porém muito gostoso. Pode ser preparado também com robalo, com badejo, ou qualquer peixe branco de sua preferência. Se eu soubesse, teria feito de robalo, como sugerido no Rei da Semana. Mas não ia adiantar, ouvi dizer que a Laila já arrastou, merecidamente.

Ah, ia esquecendo de dizer. É bem fácil de fazer.

Dificuldade: fácil
Rendimento: 3 porções.

Ingredientes
3 filés de cambucu
Brotos de alfafa
1 couve-flor grande
1 litro de leite
150 ml de creme de leite fresco
Sal
Pimenta do reino branca e preta
1 limão siciliano
Shoyu

Peixe
Lave bem o peixe, seque e tempere com pimenta do reino branca, sal e um pouco do suco de limão. Deixe descansar por uns 5 minutinhos e leve a uma frigideira com um fio de azeite. Deixe dourar bem dos dois lados. Se o filé de peixe for muito alto, você pode colocar uns 10 minutos no forno pré-aquecido para terminar o cozimento interno.

Couve-flor
Retire as folhas da couve flor, pique grosseiramente e coloque para ferver em um litro de leite com sal. Lembre-se de vigiar o leite, ou mexer de vez em quando, para que não derrame. Quando a couve-flor estiver bem macia, leve a um processador, com um pouquinho do leite do cozimento (bem pouco). Bata tudo até ficar uma mistura homogênea. Numa panela, misture a massa batida com o creme de leite e deixe ferver um pouco, mexendo sempre. Se quiser, coloque um pouco de manteiga gelada para dar mais consistência. Corrija o sal e coloque um pouco pimenta do reino.

Brotos de alfafa
Lavar, temperar com pimenta do reino, limão e um pouco de shoyu.

Com uma concha, coloque o purê no centro do prato. Ele vai espalhar e ficar redondo - confesso que eu podia ter colocado um pouco menos, assim teria ficado com uma apresentação melhor. Colocar o filé cuidadosamente sobre o purê e, sobre ele, os brotos de alfafa. Jogue um pouco de shoyu em volta do purê. Eu coloquei uns palitinhos de gengibre cristalizado para completar a decoração do prato, mas é pura frescura.

Aproveite, fica uma delícia.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Bacalhau desfiado do Bar Espírito Santo

Bom, o último post foi uma carne para nos despedirmos do carnaval e da quaresma. Afinal, ainda há quem siga a tradição de comer cordeiro no domingo de Páscoa. Mas existem os radicais, que gostam mesmo é de só comer peixe na Semana Santa. Então segue uma receita de bacalhau facílima de fazer e muito gostosa. Digamos que é um Trivial enfeitado.

Para quem conhece o bar e restaurante português Espírito Santo, aqui em Sampa, este prato não é novidade. É um ótimo lugar, com bom chope, ótimas entradas e pratos maravilhosos. Gostamos tanto deste bacalhau que resolvemos fazer uma pequena homenagem. Deixo claro que a receita é inspirada no que conseguimos decifrar, saboreando o prato no restaurante.


Dificuldade: muito, muito fácil
Rendimento: 4 pessoas

Ingredientes
500 g de bacalhau desfiado (de boa qualidade)
1 cebola grande
1 colher de sopa rasa de açúcar cristal
4 batatas grandes
4 colheres de sopa cheias de azeitonas fatiadas
3 ovos
2 folhas de louro
Manteiga
Salsa
Pimenta do reino
Sal
Azeite

Cebolas caramelizadas
Corte uma cebola em rodelas bem finas. Frite em uma frigideira com azeite ou manteiga. Quando estiverem transparentes, polvilhe um pouco de açúcar cristal por cima e continue mexendo até que fiquem bem douradas. Reserve.

Bacalhau
Dessalge copletamente o bacalhau, deixando-o de molho em uma vasilha e trocando a água de hora em hora. Umas 3 ou 4 “mudas” de água geralmente bastam. Em uma panela, ferva água suficiente para cobrir o bacalhau que está na vasilha. Cubra o bacalhau com a água fervente, junte as folhas de louro e tampe, deixando por 30 minutos. Passado este tempo, escorra a água da vasilha e espere o bacalhau amornar. Eu não costumo usar a técnica do pano de prato para desfiar. Se o peixe for de boa qualidade, dá para desfiar com as próprias mãos.

Frite os ovos com um pouco de azeite e sal, mexendo bastante. Acrescente o bacalhau, as azeitonas e a salsa picada. Por, junte a cebola caramelizada e misture tudo, regando com bastante azeite. Se quiser, reserve umas cebolas para jogar por cima na montagem do prato.

Batatas
Fatie as batatas em rodelas de aproximadamente 1 cm de largura e coloque para cozinhar em água com sal. Eu às vezes costumo colocar um pouco de caldo de carne junto, para dar gosto nas batatas, mas só água e sal bastam.

Quanto estiverem bem cozidas, coloque-as em uma assadeira, pincele com manteiga e tempere com pimenta do reino. Leve ao forno bem quente até que fiquem douradas.

Coloque umas 3 ou 4 batatas formando um círculo no fundo do prato e coloque o bacalhau por cima. Se quiser, use um ramequim ou anel de molde. Regue com azeite e bom almoço.

PS: Este prato foi feito por mim e pela Bia.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Tartar de salmão em calda de maracujá e laranja com chantilly de wasabi.



Sempre gosto de receber gente em casa. Faço isso com freqüência e é um ótimo pretexto para cozinhar. Enquanto não me adentro no mundo das sobremesas, tento entreter nossas vítimas com entradinhas e pratos principais.

De tanto provar o tartar de salmão em vários restaurantes e tentar decifrar o que havia em cada um deles, resolvi fazer o meu próprio. Uma pesquisa aqui, outra acolá, fui adicionando ou adaptando receitas até chegar à minha versão. Se um dia a gente tiver um restaurante, vai estar no cardápio.

Segue mais uma receitinha NEM TANTO para vocês.

Dificuldade: média.

Ingredientes:

- 300 g de filé de salmão fresco
- ¼ de cebola cortada em cubinhos BEM pequenos
- 1 colher de sopa de Dill picado
- Cebolinha francesa
- 1/2 colher de sopa de mostarda Dijon
- 1 colher de chá rasa de sementes de papoula
- 1 colher de chá de gergelim preto
- 200 ml de creme de leite fresco (aqui, usei o pasteurizado)
- Suco de ½ limão
- Suco de 1 maracujá
- Suco de 1 laranja
- 2 colheres de sopa de açúcar
- Wasabi a gosto
- Sal a gosto

Modo de fazer:

Corte o salmão em cubinhos. Pique a cebola em pedaços muito pequenos (ela deve temperar, mas sem ficar em evidência) e coloque em um pouco de água morna para tirar a acidez. Pique bem o dill e a cebolinha. Junte com a cebola já escorrida, o salmão, a mostarda, as sementes de papoula e misture bem com uma colher. Cubra com um plástico filme e volte para a geladeira, para não estragar. Um pouco antes de servir, retire da geladeira para que fique quase à temperatura ambiente, acrescente o suco de limão e misture bem. Colocar o limão só no final para que ele não cozinhe demais o peixe. Prove e corrija o sal se precisar.

Em um outro recipiente, coloque o creme de leite fresco e um pouco de wasabi e bata com um fouet ou batedor de claras, até que fique bem consistente. Parece mágica, você se sente bem ao realizar esta alquimia, mas cansa. Quem tiver um mixer, pode fazer nele.

Colocar em uma panela a mistura dos sucos de maracujá, laranja e açúcar e deixar reduzir, baixando o fogo assim que ferver. Quando estiver bem espesso, quase caramelizando, desligue o fogo.
CUIDADO: vigie bem para não queimar.

Colocar em um anel de molde (ou dentro de uma embalagem de margarina e depois vire) para firmar no prato. Jogar um pouco de sementes de gergelim sobre o tartar e regar com um pouco da calda - menos do que na foto abaixo, foi um ligeiro descuido. Ao lado, coloque o chantilly de wasabi, moldando com a ajuda de uma colher grande. Sirva com blínis ou umas torradinhas bem fininhas.



Um bom começo para o seu jantar.